Uroginecologia

Prevenção, diagnóstico e tratamento de problemas com a região do baixo abdômen

Estudo Urodinâmico

Urodinâmica é o estudo dos aspectos fisiológicos e patológicos envolvidos no armazenamento, transporte e esvaziamento da urina.

Um poderoso método

O estudo urodinâmico trata-se hoje de um poderoso método de investigação das disfunções miccionais. Sua finalidade é detectar as possíveis alterações funcionais que possam estar gerando os sintomas urinários ou a incontinência.

Convém lembrar que a urodinâmica, a despeito de ser um método cada vez mais empregado na investigação das incontinências, é um exame complementar, cujo resultado deve ser analisado e valorizado no conjunto de vários outros dados clínicos e/ou laboratoriais para se ter o diagnóstico final e escolher o melhor tratamento.

 

Indicação

Como é feito o exame?

Atualmente utilizam-se equipamentos computadorizados com as vantagens de proporcionar maior conforto para a paciente, menos tempo para realização do exame e maior precisão nos resultados.
O tempo estimado entre a entrada da paciente no laboratório, até a sua saída, com o laudo do exame impresso é de 30 a 40 minutos.

 

Etapas do Estudo Urodinâmico

• Urofluxometria
• Cistometria
• Estudo miccional

 

Urofluxometria

Estuda a relação entre o volume urinado e o tempo. É a etapa não invasiva do estudo onde a paciente utiliza para urinar uma cadeira acoplada ao urofluxômetro, que fornecerá várias medidas do fluxo urinário. Imediatamente após a urofluxometria realiza-se cateterismo vesical para medida do resíduo urinário e dá-se continuidade ao exame com a cistometria.

 

Cistometria

Estuda a relação entre o volume e a pressão da bexiga, avaliando a fase de enchimento vesical.

Para sua realização são utilizadas duas sondas vesicais para infusão de soro e medida da pressão intravesical, e uma sonda com balão de látex na extremidade que é  introduzida no reto para medida da pressão intra-abdominal. As sondas utilizadas são de pequeno calibre e introduzidas com gel anestésico tornando portanto, o preparo para o exame indolor. A sonda retal e uma das vesicais são conectadas a transdutores que transmitirão as pressões para o computador. Durante o enchimento vesical (da bexiga) são observados e anotados diversos parâmetros que serão registrados e analisados posteriormente.

 

Estudo miccional ou relação fluxo/pressão

Completado o enchimento vesical, a paciente volta à cadeira de fluxometria para novamente, esvaziar a bexiga. Esta etapa avalia o fluxo urinário em conjunto com as pressões vesical e abdominal, e tem por finalidade estudar a fase de esvaziamento vesical e a atividade do músculo detrusor e o fluxo urinário.

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